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Doces e salgados

Pão de queijo: a tradição mineira que nunca sai da mesa

Em Minas Gerais, o pão de queijo não é um salgado. É um idioma. Ele está no café da manhã, no lanche da tarde, na festa de aniversário, no velório, no batizado, na reunião de condomínio. É a primeira coisa que o mineiro oferece quando você chega e a última de que você se lembra quando vai embora.

De onde ele vem

O pão de queijo nasceu nas cozinhas de Minas, provavelmente entre os séculos XVIII e XIX, de uma necessidade e de uma sobra. A farinha de trigo era cara e difícil; o polvilho, feito da mandioca, era o que havia. E o queijo, em Minas, nunca faltou. Juntando o polvilho, o queijo, o leite e o ovo, as cozinheiras mineiras inventaram uma massa que crescia no forno, ficava dourada por fora e elástica por dentro.

Não tinha nome de prato chique. Era só o pão feito de queijo. E virou o símbolo de um estado inteiro.

Por que ele combina com tudo

O pão de queijo é neutro na medida certa. É salgado, mas não muito. É macio, mas tem casquinha. Vai bem com café coado, com suco, com refrigerante, com cerveja. Na festa, é o salgado que segura quem ainda não quer comer nada pesado. No coffee break, é o primeiro que acaba.

E é democrático: criança come, avó come, quem é vegetariano come.

Na festa

No café da manhã

O pão de queijo é também a forma mais mineira de receber alguém pela manhã. Um café da manhã de fim de ano da empresa, um café com a família no domingo, um aniversário de manhã: o pão de queijo é o centro, com um café coado e um bolo caseiro de cenoura ao lado.

O pão de queijo da Momo

Na Momo, o pão de queijo vem em coquetel de 25 unidades e está nos kits Escolar e Vegetariano de 20 pessoas. A Eugênia, que fundou a casa, veio de Santa Maria de Itabira e trazia de lá o que Minas põe na mesa: queijo, doce de leite no tacho e café coado na hora. O pão de queijo da casa é parte dessa herança.

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